Ficção mais próxima da realidade
Do mouse de bolinha até a navegação por gestos, a maneira de interagir com as máquinas está mudando e o próximo passo a ser dado parece ser em direção à força do pensamento para usar equipamentos eletrônicos. As interfaces cérebro-computador, também conhecidas como BCI (Brain Computer Interface) já foram testadas e desenvolvidas por diversas empresas, a fim de aprimorar o funcionamento deste tipo de mecanismo e facilitar a inserção de pessoas com deficiências físicas ou mentais no mundo da tecnologia.
Parece que a ficção científica está a cada dia mais perto de se tornar realidade, pois o que víamos apenas em filmes como X-men com a Jean Grey, Star Trek e Geordi La Forge e até em Matilda não está tão longe de acontecer - mas claro, de forma muito menos cinematográfica. Afinal, movimentar carros e pessoas pelos ares, tão cedo não será comum.

O que permite a utilização do pensamento para mover objetos é a existência de energia em nosso cérebro. Nossa massa cinzenta possui aproximadamente 100 bilhões de neurônios e eles são o principal componente do sistema nervoso. Impulsos elétricos fazem parte da comunicação entre eles, processo chamado de sinapse. Desta forma todas as ações (piscar os olhos, falar e pensar) estimulam neurônios em áreas específicas.
Para concluir ações de comando há necessidade de comunicação. Por Exemplo, para que a ordem “erguer o braço”, por exemplo, saia do cérebro e chegue até os músculos responsáveis pelaa ção precisa haver comunicação entre os neurônios. Porém, durante esta comunicação, pequenas quantidades de energia “escapam” e é isso que permite a captação destes sinais para que sejam utilizados em BCIs.

Uma das formas de captação de impulsos é chamada de não invasiva. Este formato de captação é denominado assim porque não é necessário realizar cortes ou cirurgias para utilizar os eletrodos que captam sinais. Contudo, a forma nã
o invasiva não é perfeita, tendo em vista que esbarra em uma limitação imposta pelo próprio corpo humano: o crânio. Isso porque ele acaba bloqueando parte dos impulsos gerados no cérebro, sendo assim, os sinais captados no sistema não invasivo podem sofrer interferências ou não serem fortes o suficiente para executar ações.
Já o formato invasivo se constitui em uma cirurgia onde os eletrodos são implantados diretamente sobre o cérebro. Mas, antes disso, é preciso saber qual parte é responsável por determinados movimentos - por exemplo, sabe-se que o lado esquerdo do cérebro de um destro é responsável pelo pensamento lógico. Desta forma faz-se uma Imagem de Ressonância Magnética (IRM) para medir a atividade cerebral em um dos hemisférios do cérebro e saber o local exato onde há maior emissão de impulsos quando chutamos uma bola.
Na prática
A utilização desta tecnologia no nosso cotidiano está muito mais próxima do que você imagina. A começar pelos jogos que utilizam o pensamento como joystick até mesmo em casos de reabilitação ou acessibilidade de pessoas que sofreram traumas, estão tetraplégicas e até em casos em que será possível controlar próteses com a força do pensamento. No mundo dos games, várias empresas já estão investindo em jogos que utilizam a força do pensamento para mover alguns objetos. A Mattel lançou o Mindflex, com o qual é preciso usar o poder da mente para mover bolinhas em um circuito,.Já a concorrente Emotiv Systems saiu na frente e lançou o Emotiv Epoc.


No campo da acessibilidade, vários projetos estão sendo produzidos para facilitar a locomoção de pacientes em cadeiras de rodas, como o projeto BrainGate ou pesquisas voltadas para a reabilitação da fala. No campo da tecnologia, um projeto ganhou destaque, depois o pesquisador Adam Wilson utilizou uma interface-cérebro Twitter para demonstrar mais uma utilidade das BCIs.


E você usuário? O que acha do uso da força do pensamento para controlar objetos e softwares? Será que este é o futuro dos games e da navegação pela internet? Exteriorize seus pensamentos e deixe sua opinião ou fale sobre coisas que você nunca “pensou” que seriam reais.
fonte baixaki

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